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Paraguai entrega nota de repúdio ao Brasil após declaração de Lula sobre guerra da Tríplice Aliança

Paraguai entrega nota de repúdio ao Brasil após declaração de Lula sobre guerra da Tríplice Aliança

 

Paraguai entrega nota de repúdio ao Brasil após fala de Lula sobre Guerra da Tríplice Aliança

O governo do Paraguai entregou nesta sexta-feira (31) uma nota oficial de repúdio ao embaixador do Brasil em Assunção, José Antônio Marcondes de Carvalho, em reação a uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a Guerra da Tríplice Aliança. O diplomata brasileiro foi convocado pelo Ministério das Relações Exteriores paraguaio e recebido pelo chanceler Rubén Ramírez e pelo vice-presidente Pedro Alliana.

Durante o encontro, as autoridades paraguaias manifestaram descontentamento com a fala de Lula. Segundo fontes do Itamaraty, o embaixador explicou o contexto da declaração, afirmou que o trecho foi retirado de contexto e ressaltou que não houve intenção de desrespeitar o Paraguai. Também destacou o histórico de amizade e cooperação entre os dois países e afirmou que a relação bilateral segue como prioridade para o governo brasileiro.

Em nota, o vice-presidente paraguaio Pedro Alliana manifestou "descontentamento e a mais absoluta rejeição" às declarações do presidente brasileiro sobre episódios da Guerra da Tríplice Aliança. Segundo ele, a posição do governo do Paraguai já havia sido expressa publicamente e também foi reforçada por resoluções aprovadas pelo Congresso Nacional paraguaio.

Na quinta-feira (30), o chanceler Rubén Ramírez já havia anunciado a convocação do embaixador brasileiro para a entrega da nota oficial. Antes da medida, Ramírez informou ter conversado com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, durante encontro realizado em Lima, além de destacar que os presidentes Santiago Peña e Luiz Inácio Lula da Silva também trataram do assunto por telefone.

A crise diplomática teve início após uma declaração feita por Lula na semana passada. Ao defender o aumento do orçamento das Forças Armadas, o presidente afirmou: "A gente não pode se esquecer que um belo dia o Paraguai resolveu invadir o Brasil", em referência à Guerra da Tríplice Aliança (1864–1870).

A declaração provocou forte reação no Paraguai, sendo rejeitada pelo governo, pelo Senado, pela Câmara dos Deputados e por parlamentares da situação e da oposição.

Apesar do episódio, o chanceler Rubén Ramírez afirmou que Brasil e Paraguai mantêm um diálogo permanente como "aliados estratégicos" e garantiu que seu governo continuará defendendo os interesses paraguaios, classificando o caso como um "lamentável episódio".

 
 
 

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