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Defesa de Flávio Bolsonaro diz que PF concluiu inquérito sem ouvir Lula

Defesa de Flávio Bolsonaro diz que PF concluiu inquérito sem ouvir Lula

A defesa do senador Flávio Bolsonaro criticou a condução do inquérito da Polícia Federal que concluiu haver indícios da prática do crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma publicação do parlamentar sobre Nicolás Maduro.

Em nota, os advogados afirmaram que a investigação foi encerrada sem que Lula, apontado como suposta vítima, fosse ouvido pela Polícia Federal. A defesa também sustentou que não foram realizadas oitivas, perícias, produção de prova documental ou outras diligências investigativas que consideram relevantes.

O relatório final da PF foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal na sexta-feira (26). A investigação apura uma publicação feita por Flávio Bolsonaro na rede social X, em janeiro, após notícias sobre a prisão de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos e uma reunião de emergência do governo federal.

Na postagem, o senador escreveu: "Lula será delatado". Segundo a Polícia Federal, a mensagem atribuiu falsamente ao presidente crimes como tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e apoio a organizações terroristas. Com base nisso, a corporação concluiu haver elementos de autoria e materialidade para o crime de calúnia.

A defesa contesta essa conclusão e afirma que a PF não produziu provas suficientes antes de encerrar o inquérito. Os advogados alegam ainda que diligências solicitadas pela defesa foram negadas e que poderiam demonstrar que o conteúdo da publicação não era falso.

 

Com o envio do relatório ao STF, o caso passa agora para análise da Procuradoria-Geral da República. Caberá ao órgão decidir se oferece denúncia, solicita novas diligências ou pede o arquivamento da investigação.

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