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Eduardo será o próximo bolsonarista a ser extraditado, diz Maria do Rosário

Publicada em: 27/03/2026 06:28 -

fatos confirmados com afirmações que exigem cautela ou verificação adicional. Vou organizar de forma clara o que está acontecendo — separando o que é factual, o que é declaração política, e o que depende de confirmação jurídica.


🧩 Personagens centrais

  • Maria do Rosário
  • Eduardo Bolsonaro
  • Carla Zambelli
  • Alexandre de Moraes

📢 1. O que Maria do Rosário pediu

Isso é posição política, não decisão judicial.

A deputada defendeu publicamente que:

  • A extradição de Zambelli criaria um “precedente”
  • Eduardo Bolsonaro também deveria ser extraditado

👉 Esse tipo de fala:

  • não tem efeito legal direto
  • serve como pressão política e narrativa pública

⚖️ 2. Caso Carla Zambelli — situação jurídica

Aqui entram os pontos mais importantes:

✔️ Fatos consistentes:

  • Foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão
  • Caso envolve invasão de sistemas do CNJ
  • Teve prisão preventiva decretada
  • Foi incluída na lista da Interpol

✔️ Sobre a Itália:

  • A extradição depende da Justiça italiana
  • Pode haver recurso (como você citou)

⚠️ Ponto de atenção:

  • A afirmação de que a extradição já foi autorizada definitivamente precisa de confirmação atualizada
    (esses processos costumam ter várias instâncias)

👉 Ou seja:
o processo pode estar avançado, mas não necessariamente concluído


🌎 3. Caso Eduardo Bolsonaro — diferenças importantes

A situação dele é bem diferente juridicamente.

✔️ Segundo seu texto:

  • ação penal no STF
  • Ele está nos EUA desde 2025
  • Teve mandato cassado por faltas

⚠️ Porém, para existir extradição, normalmente é necessário:

  • mandado de prisão ativo
  • ou condenação/medidas judiciais mais avançadas

👉 Sem isso:

  • não há base automática para pedido de extradição

⚠️ 4. Diferença-chave (o ponto central)

Essa comparação é o mais importante:

Carla Zambelli Eduardo Bolsonaro
Condenada Em processo
Prisão decretada (não confirmado no texto)
Foragida internacional Residente no exterior
Pedido formal de extradição Não necessariamente formalizado

👉 Portanto:
não são casos equivalentes juridicamente


🧠 5. Sobre “precedente”

A ideia de precedente tem limites:

  • Extradição depende de:
    • tratados entre países
    • tipo de crime
    • estágio do processo
  • Cada caso é analisado individualmente

👉 Então:
A extradição de Zambelli não garante a de Eduardo Bolsonaro.


🧾 6. Conclusão direta

  • A fala de Maria do Rosário é política
  • O caso Zambelli é mais avançado juridicamente
  • O caso Eduardo Bolsonaro ainda depende de:
    • evolução no STF
    • eventual pedido formal de extradição

A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) usou as redes sociais nesta quinta-feira (26) para exigir a extradição do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que reside nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado e tem articulado alianças com setores da extrema direita norte-americana para estimular ataques ao Supremo Tribunal Federal. A cobrança da parlamentar petista se intensificou após a Justiça italiana autorizar a extradição da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), condenada pelo STF a dez anos de prisão. Conforme registrado pela própria Maria do Rosário em publicação no X — fonte original das declarações que embasam esta matéria —, a parlamentar destacou que a autorização da extradição de Zambelli pela Itália abre precedente para que o mesmo caminho seja percorrido no caso de Eduardo Bolsonaro. Conforme a deputada do PT, a ex-parlamentar bolsonarista "fugiu do Brasil para tentar escapar da justiça brasileira, mas não adiantou: a extradição de Carla Zambelli foi autorizada e ela terá que responder pelos crimes que cometeu". A deputada acrescentou: "A democracia não aceita impunidade. Quem foge, sabe o que fez. Que todos os responsáveis respondam por seus atos e que Eduardo Bolsonaro seja o próximo". Zambelli foi condenada pelo Supremo por invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), onde teria inserido falsos mandados de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. A decisão da corte italiana de autorizar sua extradição representa uma vitória do sistema de Justiça brasileiro no campo da cooperação jurídica internacional.

Caso Eduardo eduardo-bolsonaro Eduardo Bolsonaro. Foto: Jessica Koscielniak/Reuters O caso de Eduardo Bolsonaro acumula uma série de desdobramentos jurídicos graves. Em fevereiro deste ano, o STF formalizou a abertura de ação penal contra o ex-parlamentar. Antes disso, em novembro do ano passado, a Corte havia aceitado por unanimidade a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que investigou sua atuação junto ao governo dos Estados Unidos — onde o atual presidente é Donald Trump — para pressionar por tarifas contra exportações brasileiras e pela suspensão de vistos de ministros do governo federal e do próprio STF. Ainda no final de 2025, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados cassou o mandato de Eduardo Bolsonaro. A decisão foi fundamentada no descumprimento do quórum mínimo de presença exigido pela Constituição Federal: o então deputado faltou a 56 das 71 sessões deliberativas realizadas ao longo do ano, o equivalente a 79% das votações, número muito acima do limite de um terço de ausências permitido pela lei. Desde que deixou o Brasil, Eduardo Bolsonaro tem mantido atuação política ativa em solo norte-americano, com aparições públicas e articulações junto a figuras da direita radical dos Estados Unidos. As atividades do ex-parlamentar no exterior ocorrem em paralelo ao agravamento de sua situação jurídica no Brasil, onde enfrenta ação penal em curso no STF. Zambelli está presa em território italiano desde 29 de julho de 2025. Com a autorização judicial, a expectativa é que a transferência ocorra nas próximas semanas. Ao chegar ao Brasil, a ex-deputada deve ser encaminhada à Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia. Condenada pelo STF em dois processos, a ex-parlamentar teve sua situação judicial agravada após deixar o país. A decisão da Justiça italiana representa um avanço no processo de cooperação internacional entre os dois países para cumprimento de penas.

 A defesa de Carla Zambelli informou que pretende recorrer da decisão. Segundo os advogados, o caso será levado à Corte de Apelação italiana, o que pode influenciar o cronograma da extradição. Defesa tenta reverter decisão na Itália Mesmo com a autorização judicial, o processo ainda não está totalmente encerrado. O recurso anunciado pela defesa pode prolongar a permanência da ex-deputada na Itália, dependendo do andamento da análise na instância superior A eventual extradição de Zambelli ocorre em um contexto de intensificação da cooperação jurídica internacional envolvendo autoridades brasileiras e europeias, especialmente em casos de condenações criminais já definidas pelo STF O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu arquivar o inquérito que apurava suposta obstrução de justiça atribuída à ex-deputada federal Carla Zambelli. A decisão foi tomada após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou ausência de elementos para a abertura de um novo processo criminal. Segundo o G1, Moraes acolheu integralmente o parecer da PGR que apontou falta de fundamentos suficientes para dar prosseguimento à investigação paralela relacionada aos desdobramentos da invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

 Condenação por invasão ao CNJ Em maio de 2025, a Primeira Turma do STF condenou Zambelli, por unanimidade, a 10 anos de prisão em regime fechado. A condenação decorreu da participação da então parlamentar na invasão dos sistemas do CNJ, ação que também resultou na condenação do hacker Walter Delgatti Neto. De acordo com as investigações, documentos falsos foram inseridos na base de dados do CNJ, entre eles um suposto mandado de prisão contra o próprio ministro Alexandre de Moraes. Saída do Brasil e prisão internacional Cerca de 20 dias após a condenação, Zambelli deixou o Brasil por via terrestre, atravessando a fronteira com a Argentina, e seguiu para os Estados Unidos. Posteriormente, afirmou que buscaria tratamento médico na Europa. Ministros do STF classificaram a saída como fuga. Diante do cenário, Moraes decretou a prisão preventiva da ex-deputada e solicitou a inclusão de seu nome na lista de difusão vermelha da Interpol. Renúncia e impasse na Câmara O caso provocou tensão institucional. Em dezembro de 2025, o plenário da Câmara dos Deputados votou contra a cassação do mandato de Zambelli. Foram 227 votos favoráveis à perda do cargo, número inferior aos 257 necessários. O ministro Alexandre de Moraes anulou a deliberação da Câmara, ao considerar que a perda do mandato é automática em casos de condenação criminal transitada em julgado com pena superior a quatro anos. Em 14 de dezembro de 2025, Zambelli formalizou a renúncia ao mandato por meio de carta enviada à Mesa Diretora. O suplente Adilson Barroso, do PL, assumiu a vaga.

 

Extradição sob análise na Itália Atualmente, Carla Zambelli está presa na penitenciária feminina de Rebibbia, nos arredores de Roma. Ela foi detida pelas autoridades italianas após ser localizada como foragida internacional. O governo brasileiro formalizou pedido de extradição, que segue sob análise da Justiça italiana. Em audiências realizadas em fevereiro de 2026, a defesa tentou substituir os juízes responsáveis pelo caso, sob alegação de falta de imparcialidade, mas o pedido foi rejeitado. A Justiça da Itália decidiu mantê-la presa durante o andamento do processo, ao entender que persiste o risco de nova fuga. A defesa também reiterou que não existe risco de fuga e pediu que a ex-deputada permaneça na Itália durante o andamento do processo. Os pedidos para apresentação de testemunhas foram negados pela Justiça italiana. Os advogados também solicitaram o afastamento dos magistrados responsáveis pelo caso, pedido que não foi aceito. A sentença sobre o pedido de extradição apresentado pelo Brasil deve ser publicada em até cinco dias pela Justiça italiana. O processo é conduzido pelo Ministério Público local, sem análise do mérito das acusações.
 
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